Como a Ciclosporina Germed Pharma funciona?
Resultados de Eficácia
Solução oral / Cápsula / Solução injetável
Indicações para transplante
Transplante de órgãos sólidos [1]
A eficácia foi comprovada em 13 estudos globais comparando ciclosporina com outros imunossupressores. Estudos incluíram transplantes de rins, fígado, coração, pulmão, pâncreas e medula óssea. As doses variaram conforme o órgão transplantado.
Os estudos confirmaram que ciclosporina combinada com esteroides é eficaz para transplante renal. A sobrevida em um ano aumentou significativamente com ciclosporina versus terapia controle.
Transplante hepático
Estudos mostraram maior taxa de sobrevida em um ano com ciclosporina versus controles históricos. Rejeições agudas foram controladas aumentando esteroides. Nefrotoxicidade foi resolvida reduzindo a dose.
Transplante cardíaco e cardíaco-pulmonar
Taxas de sobrevida em um ano e 18 meses foram maiores com ciclosporina. Infecções pulmonares graves foram tratadas com sucesso.
Transplante de medula óssea [2]
Eficácia comprovada em oito estudos com 227 pacientes para prevenir e tratar doença do enxerto contra hospedeiro (GVHD). Crianças toleraram doses mais altas por kg de peso que adultos.
Exclusivo Solução oral / Cápsula
Estudos de segurança mostraram que conversão de solução injetável para cápsula/solução oral em protocolo 1:1 levou a maiores níveis máximos e área sob a curva com as formulações orais.
Uveíte endógena, incluindo uveíte de Behçet [3]
Eficácia demonstrada em 11 estudos abertos e 4 controlados com 339 pacientes. Mais de 60% apresentaram melhora na acuidade visual. Incidência de ataques oculares em Behçet reduziu significativamente com ciclosporina versus colchicina.
Síndrome nefrótica [4]
Eficácia demonstrada em nove estudos. Pacientes adultos e pediátricos predominantemente resistentes ou dependentes de esteroides. Crianças precisam de doses mais altas por kg para atingir concentrações semelhantes às de adultos.
Artrite reumatoide [5]
Eficácia avaliada em cinco estudos com 728 pacientes tratados com ciclosporina e 273 com placebo. Resposta definida como melhora de 20% em parâmetros específicos mostrou benefícios consistentes.
Psoríase [6]
Eficácia demonstrada em 13 estudos com 1.270 pacientes. Redução de pelo menos 75% no índice PASI variou de 76% (dose inicial 3 mg/kg/dia) a 100% (7,5 mg/kg/dia) versus 4% com placebo.
Dermatite atópica [7]
Eficácia comprovada em dois estudos cruzados e um estudo controlado por placebo. Apenas 5 dos 80 pacientes não responderam. Eficácia mantida com doses menores a longo prazo, mas recidivas ocorreram após interrupção.
Referências Bibliográficas
1-7: Referências técnicas sobre estudos clínicos com ciclosporina em diferentes indicações (Sandimmun / Sandimmun Neoral). Novartis. Dados em arquivo.
Emulsão oftálmica
Estudos multicêntricos mostraram eficácia da emulsão oftálmica de ciclosporina 0,05% e 0,1% para ceratoconjuntivite seca moderada a severa. Melhoras ocorreram desde o primeiro mês.
Referências Bibliográficas
1-3: Estudos multicêntricos sobre segurança e eficácia da emulsão oftálmica de ciclosporina. Allergan, 1998.
Características Farmacológicas
Solução oral / Cápsula / Solução injetável
Grupo farmacoterapêutico: imunossupressor, inibidor de calcineurina.
Mecanismo de ação
A ciclosporina é um potente imunossupressor que prolonga a sobrevida de transplantes. Inibe o desenvolvimento de reações imunológicas mediadas por células, incluindo rejeição de enxertos. Bloqueia linfócitos na fase G0/G1 do ciclo celular e inibe a liberação de linfocinas por células T ativadas.
Age especificamente em linfócitos, sem deprimir a produção de células sanguíneas. Pacientes têm menor propensão a infecções versus outras terapias imunossupressoras.
Farmacocinética
Solução oral / Cápsula
Apresenta melhor linearidade dose-exposição, perfil de absorção mais consistente e menor influência de alimentos versus solução injetável. Biodisponibilidade 29% superior. Após administração, distribui-se amplamente. Biotransformada em ~15 metabólitos. Eliminada principalmente pela bile (6% na urina, 0,1% inalterado). Meia-vida terminal variável (6,3h em sadios a 20,4h em doença hepática grave).
Solução injetável
Distribuição ampla. Biotransformada extensivamente. Eliminação principalmente biliar. Meia-vida terminal variável conforme população.
População especial
Insuficiência renal
Clearance sistêmico reduzido em aproximadamente 1/3 versus pacientes com rins normais. Insuficiência renal não afeta significativamente eliminação.
Insuficiência hepática
Meia-vida terminal prolongada (até 48h em cirrose).
Dados de segurança pré-clínicos
Estudos carcinogênicos mostraram aumento de linfomas e carcinomas. Risco aumentado de neoplasias (linfomas não-Hodgkin, câncer de pele) é reconhecido em imunossupressão, similar a outros agentes. Redução da terapia pode causar regressão de lesões. Estudo em ratos mostrou mortalidade perinatal em dose alta. Para toxicidade reprodutiva, ver seção de gravidez.
Solução injetável
Princípio ativo
Formulação em microemulsão reduz variabilidade farmacocinética, proporciona linearidade dose-exposição e menor influência alimentar. Forma microemulsão em contato com água ou fluido gástrico.
Emulsão oftálmica
Farmacodinâmica
Age como anti-inflamatório/imunomodulador ao inibir ativação de NF-kB (regula genes de citocinas inflamatórias). Impede síntese de citocinas pró-inflamatórias (IL-2, IL-6, IFN-γ, IL-8, TNF-α) e aumenta citocinas anti-inflamatórias (IL-13). Preserva função crítica da imunidade do hospedeiro.
Farmacocinética
Concentrações sanguíneas abaixo de 0,1 ng/mL em humanos após uso oftálmico duas vezes ao dia por 12 meses. Sem acúmulo detectável.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)