Como o Cardomarin age no organismo?
Resultados de estudos
Estudos da OMS e Comissão Europeia comprovam que o Cardo Mariano trata problemas hepáticos como cirrose, hepatite alcoólica, hepatite por toxinas e hepatites virais1-4.
Estudos clínicos confirmam a eficácia nestas condições.
Hepatite alcoólica
Seis estudos comprovaram benefícios da silimarina (280-420 mg/dia) em pacientes com danos hepáticos por álcool5-9. Observou-se melhora mais rápida das enzimas hepáticas e aumento da sobrevida.
Hepatites virais
Quatro estudos mostraram que a silimarina (420 mg/dia) normalizou exames e melhorou a estrutura do fígado em hepatites A, B e crônicas10-13.
Hepatite por químicos
Em trabalhadores expostos a solventes, a silimarina (420 mg/dia por 30 dias) melhorou a função hepática e plaquetas14.
Hepatite por remédios
A silimarina preveniu danos hepáticos causados por remédios psiquiátricos em estudo com 60 pacientes15.
Referências Bibliográficas
1. WHO Monographs on Selected Medicinal Plants. Fructus silybi mariae. [Online]. 2004. vol. 2 [acesso em 05 de outubro de 2009]. Disponível em: URL: http://apps.who.int/medicinedocs/en/d/Js4927e/29.html#Js4927e.29.
2. Milk Thistle fruit. In: Blumenthal M (editor). The complete German Commission E monographs: Therapeutic guide to herbal medicines. Austin: American Botanical Council; 1998. p. 169-0;350;563-5.
3. Silymarin. In: MEDITEXT® Medical Managements. [Online]. Disponível em: Greenwood Village: Thomson Healthcare; atualizado periodicamente. [acesso em 13 abril 2011].
4. Milk Thistle. In. AltMedDex® Evaluations. [Online]. Disponível em: Greenwood Village: Thomson Healthcare; atualizado periodicamente. [acesso em 13 abril 2011].
5. Fintelmann V, et al. The therapeutic activity of Legalon® in toxic hepatic disorders demonstrated in a double-blind trial. Therapiewoche 1980;30:5589-94.
6. Feher J, et al. Hepatoprotective activity of silymarin therapy in patients with chronic alcoholic disease. Orv Heil 1989;130: 2723 -2727.
7. Ferenci P, et al. Randomized controlled trial of silymarin treatment in patients with cirrhosis of the liver. J Hepatol 1989; 9(1):105-13.
8. Salmi HA, Sarna S. Effect of silymarin on chemical, functional, and morphological alterations of the liver. A doubleblind controlled study. Scand L Gastroenterol 1982; 17(4):517-21.
9. Trinchet JC et al. Traitement de l’hépatite alcoolique par la silymarine. Une étude comparative en double insu chez 116 malades. Gastroenterologie clinique et biologique, 1989, 13:120-124.
10. Magliulo E et al. (Results of a double-blind study on the effect of silymarin in the treatment of acute viral hepatitis, carried out at two medical centers. Med Kin 1978;73(28-29):1060-5.
11. Cavalieri S. Kontrollierte klinische Prüfung von Legalon. Gazzette Medica Italiana, 1974, 133:628.
12. Plomteux G et al. Hepatoprotector action of silymarin in human acute viral hepatitis. International Research Communications Systems, 1977, 5:259-261.
13. Kiesewetter E et al. Ergebnisse zweier Doppelblindstudien zur Wirksamkeit von Silymarin bei chronischer Hepatitis. Leber, Magen, Darm, 1977, 7:318-323.
14. Szilárd S et al. Protective effect of Legalon® in workers exposed to organic solvents. Acta Medica Hungarica, 1988, 45:249-256.
15. Palasciano G et al. The effect of silymarin on plasma levels of malondialdehyde in patients receiving long-term treatment with psychotrophic drugs. Current Therapeutic Research, 1994, 55:537-545.
Como age no corpo
A silimarina protege as células do fígado, mantendo sua integridade e função. Age contra toxinas e ajuda na regeneração hepática.
Após 4 semanas de uso, reduz sintomas como má digestão, cansaço, falta de apetite, náuseas e desconforto abdominal.
Em animais, acelerou a recuperação do fígado, aumentando a produção de RNA.
Mecanismo de ação
Combate radicais livres, evitando danos às membranas celulares.
Estimula a produção de proteínas e normaliza o metabolismo de gorduras, estabilizando as membranas das células hepáticas.
Impede a entrada de toxinas nas células hepáticas.
Aumenta a produção de RNA, ajudando na regeneração do fígado.
Como o corpo processa
Após absorção, é eliminado principalmente pela bile (>80%). Tem meia-vida de absorção de 2,2h e eliminação de 6,3h.
Não acumula no organismo quando usado conforme indicado.
Segurança em estudos
Toxicidade aguda
Praticamente não tóxico em ratos e camundongos (DL50 > 2.000 mg/kg).
Toxicidade prolongada
Sem toxicidade em estudos de até 12 meses com animais.
Reprodução
Sem efeitos adversos em fertilidade ou desenvolvimento fetal (dose máxima testada: 2.500 mg/kg).
Mutação e câncer
Sem evidências de mutagenicidade. Estudos de carcinogenicidade ainda não realizados.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)