Como o Carbolitium age no organismo?
Resultados de Eficácia
O uso terapêutico de sais de lítio em psiquiatria começou no final dos anos 1940.
Estudos mostram que o carbonato de lítio tem quase o dobro da eficácia do placebo no tratamento de crises maníacas agudas e superior à clorpromazina.
Metanálises comprovam redução significativa de recaídas em transtorno bipolar durante tratamento prolongado com lítio.
Estudo de longo prazo com 317 pacientes bipolares mostrou redução de 2,1 vezes em episódios depressivos e 3,3 vezes em episódios maníacos durante tratamento com lítio.
Como reforço para antidepressivos, o lítio mostrou superioridade ao placebo em potencializar efeitos e acelerar resposta.
Estudo comparando nortriptilina com associação nortriptilina+lítio mostrou taxa de recaída de 39% no grupo combinado contra 84% no placebo.
Referências: Geddes JR et al. (2004); Tondo L et al. (1998); Poolsup N et al. (2000); Sackeim HA et al. (2001)
Características Farmacológicas
O mecanismo exato de ação do lítio no tratamento da mania não é totalmente conhecido. Sabe-se que altera o transporte de sódio nas células nervosas e o metabolismo de neurotransmissores.
O lítio normaliza o humor sem bloquear emoções, permitindo que o paciente mantenha reações emocionais normais.
Farmacocinética
Absorvido rapidamente pelo trato gastrointestinal. Concentrações máximas no sangue ocorrem entre 0,5-3 horas (formas convencionais) ou 2-12 horas (formas de liberação prolongada).
Distribui-se por todo corpo, com maiores concentrações em ossos, tireoide e cérebro. Não se liga a proteínas plasmáticas.
Eliminado principalmente pela urina. Atravessa placenta e passa para leite materno. Meia-vida de eliminação: 12-24 horas em rins normais, podendo chegar a 50 horas em idosos ou problemas renais.
Níveis sanguíneos variam conforme dose, função renal, dieta e outros medicamentos. Monitoramento regular é essencial devido à pequena diferença entre dose terapêutica e tóxica.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)