Quais cuidados devo ter ao usar o Becarve?
Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva pode ocorrer piora da insuficiência cardíaca ou retenção hídrica durante a titulação do carvedilol.
O carvedilol deve ser usado com cautela em combinação com digitálicos, pois ambas as drogas lentifi cam a condução AV.
Deve-se ter cautela ao administrar-se carvedilol a pacientes com diabetes mellitus, pois os sinais e sintomas precoces de hipoglicemia podem ser mascarados ou atenuados. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e diabetes, o uso do carvedilol pode associar-se à piora do controle da glicemia.
Deterioração reversível da função renal foi observada durante tratamento com carvedilol em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e baixa pressão arterial (PA sistólica < 100 mmHg), cardiopatia isquêmica, doença vascular difusa e/ou insuficiência renal subjacente.
O carvedilol deve ser usado com cautela em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com componente broncoespástico e que não estejam recebendo medicação oral ou inalatória se o benefício potencial superar o risco potencial.
Em pacientes com tendência a broncoespasmo, pode ocorrer insuficiência respiratória por possível aumento da resistência das vias aéreas.
Usuários de lentes de contato devem lembrar-se da possibilidade de redução do lacrimejamento.
O carvedilol, como outros betabloqueadores, pode mascarar os sintomas de tireotoxicose.
Deve-se ter cuidado ao se administrar carvedilol a pacientes com história de reações graves de hipersensibilidade e naqueles submetidos à terapia de dessensibilização, pois os betabloqueadores podem aumentar tanto a sensibilidade aos alérgenos quanto a gravidade das reações anafiláticas.
Deve-se ter cautela ao se administrar carvedilol a pacientes com suspeita de feocromocitoma; a pacientes com suspeita de angina variante de Prinzmetal; em pacientes com doença vascular periférica e em pacientes com distúrbios circulatórios periféricos (fenômeno de Raynaud).
Deve-se ter cautela em pacientes que serão submetidos à cirurgia, devido aos efeitos sinérgicos inotrópico negativo e hipotensor do carvedilol e drogas anestésicas.
O carvedilol pode provocar bradicardia.
Para pacientes em terapia concomitante com bloqueadores dos canais de cálcio do tipo verapamil ou diltiazem ou outra droga antiarrítmica, é necessário monitoração cuidadosa do ECG e da pressão arterial.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Dirigir ou operar máquinas
Devido a reações individuais variáveis (tonturas, cansaço), a capacidade do paciente para dirigir ou operar máquinas pode estar comprometida, principalmente no início do tratamento e após aumentos de doses, modificação de terapias ou em combinação com álcool.
Gravidez
Não há experiência clínica adequada com carvedilol (substância ativa desse medicamento) em mulheres grávidas. Betabloqueadores reduzem a perfusão placentária, podendo resultar em morte fetal intra-uterina e parto prematuro. Além disso, efeitos adversos (hipoglicemia e bradicardia) podem ocorrer no feto e no recém-nascido. Existe risco aumentado de complicações cardíacas e pulmonares no recém-nascido.
Estudos em animais mostraram que o carvedilol (substância ativa desse medicamento) não possui efeitos teratogênicos.
Becarve não deve ser usado durante a gravidez a menos que os benefícios potenciais justifiquem o risco potencial.
O carvedilol (substância ativa desse medicamento) e seus metabólitos são excretados no leite. Embora se desconheça se o carvedilol (substância ativa desse medicamento) é excretado no leite humano, amamentação não é recomendada durante a administração de carvedilol (substância ativa desse medicamento).
Categoria de Gestação: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Crianças
Este medicamento não é recomendado para pacientes com menos de 18 anos de idade.
Pacientes idosos
A farmacocinética do carvedilol (substância ativa desse medicamento) em pacientes hipertensos não foi afetada pela idade. Um estudo em pacientes idosos hipertensos demonstrou que não há diferença no perfil dos efeitos adversos.
Outro estudo que incluiu pacientes idosos com doença arterial coronária demonstrou não haver diferença nos efeitos adversos relatados.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)