Como o Arothazy funciona?
Eficácia
Estudos confirmam que Anastrozol é eficaz contra câncer de mama inicial e avançado em mulheres após a menopausa.
Tratamento após cirurgia
Em estudo com 9366 mulheres, Anastrozol foi superior ao tamoxifeno no controle da doença. Benefícios maiores foram observados em tumores sensíveis a hormônios.
Anastrozol reduziu o aparecimento de câncer na outra mama e manteve a sobrevida global.
Pacientes usando Anastrozol tiveram menos coágulos e sangramentos vaginais, mas mais dores articulares e fraturas que com tamoxifeno.
Troca de tratamento
Mulheres que trocaram de tamoxifeno para Anastrozol tiveram melhor controle da doença. Três estudos confirmam estes resultados.
O perfil de segurança foi consistente em mulheres após a menopausa.
Efeitos nos ossos
Estudo mostrou que mulheres com risco moderado/alto de fraturas tiveram saúde óssea controlada usando Anastrozol com bifosfonados. Mulheres com baixo risco não tiveram alterações ósseas significativas.
Efeitos no colesterol
Anastrozol não afetou significativamente os níveis de colesterol.
Como age no organismo
Mecanismo de ação
Anastrozol bloqueia a produção de estrogênio. Em mulheres após a menopausa, reduz os níveis de estradiol em mais de 80%.
Não tem atividade hormonal. Não afeta a produção de cortisol ou aldosterona, não sendo necessário uso de corticoides.
Como o corpo processa
Absorção rápida, com concentração máxima em 2 horas. Eliminado lentamente (meia-vida de 40-50 horas). Alimentos não afetam sua absorção de forma relevante.
Não há diferenças significativas em idosas ou pacientes com problemas renais/hepáticos leves. Ligação a proteínas é de 40%.
Metabolizado principalmente no fígado. Menos de 10% é eliminado inalterado na urina.
Dados de segurança animal
Toxicidade
Doses altas foram toleradas em animais. Efeitos observados estão relacionados à ação farmacológica.
Mutação genética
Não demonstrou potencial mutagênico.
Reprodução
Causou infertilidade e perda gestacional em ratas, efeitos reversíveis após suspensão.
Câncer
Em doses muito altas (100 vezes superiores às terapêuticas), causou alterações em fígado e tireoide em ratos, sem relevância clínica.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)