Como o Anastrozol Eurofarma - Momenta age no corpo?
Resultados de Eficácia
Estudos clínicos confirmaram que Anastrozol é eficaz contra câncer de mama inicial e avançado em mulheres pós-menopausa.
Tratamento complementar do câncer de mama inicial
Em estudo com 9366 mulheres, Anastrozol mostrou-se superior ao tamoxifeno na prevenção de recidivas. Benefícios mais expressivos ocorreram em tumores sensíveis a hormônios.
Reduziu significativamente o aparecimento de câncer na mama oposta. Manteve benefícios de sobrevida global comparado ao tamoxifeno.
Efeitos adversos: redução de coágulos e problemas uterinos, mas aumento de dores articulares e fraturas comparado ao tamoxifeno.
Troca de tamoxifeno para Anastrozol
Pacientes que substituíram tamoxifeno por Anastrozol tiveram menor risco de recidiva. Resultados similares foram observados em outros estudos.
Saúde óssea
Pacientes com risco moderado/alto de fraturas tiveram saúde óssea preservada com uso combinado de bifosfonados. Pacientes de baixo risco mantiveram densidade óssea estável.
Níveis de gordura
Efeito neutro sobre lipídios sanguíneos, com ou sem bifosfonados.
Características Farmacológicas
Mecanismo de ação
Inibidor potente e seletivo da aromatase. Bloqueia conversão de andrógenos em estrogênios. Não possui atividade hormonal.
Não afeta produção de cortisol ou aldosterona, dispensando reposição corticóide.
Farmacocinética
Absorção rápida, concentração máxima em 2 horas. Eliminação lenta (40-50 horas). Alimentação não afeta absorção significativamente.
Ligação proteica baixa (40%). Metabolizado principalmente no fígado. Excretado pela urina. Farmacocinética não alterada por idade ou problemas hepáticos/renais leves.
Segurança pré-clínica
Toxicidade
Baixa toxicidade aguda. Efeitos crônicos relacionados à ação farmacológica.
Genotoxicidade
Não apresenta mutações ou danos cromossômicos.
Reprodução
Causou infertilidade reversível em ratas. Não teratogênico, mas contraindicado na gestação.
Carcinogenicidade
Aumento de tumores hepáticos em ratos e ovários em camundongos apenas em doses muito elevadas, sem relevância clínica.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)