Como o Alprazolam EMS age? Estudos e características
Resultados de eficácia
Estudos clínicos
Ansiedade
Em estudos controlados (doses até 4 mg/dia), alprazolam foi significativamente melhor que placebo na melhora de sintomas de ansiedade e depressão associada.
Síndrome do pânico
Três estudos confirmaram eficácia no tratamento. Doses médias de 5-6 mg/dia mostraram que 37-83% dos pacientes ficaram livres de crises. Benefícios se mantiveram por até 8 meses.
Referências Bibliográficas
1. ELIE, R.; LAMONTAGNE, Y. (1984)
2. ANDERSCH et al. (1984)
3. SHEEHAN, D. V. et al. (1993)
4. LYDIARD, R. et al. (1992)
Características farmacológicas
Farmacodinâmica
Age ligando-se a receptores específicos no sistema nervoso. O mecanismo exato é desconhecido. Causa depressão do sistema nervoso proporcional à dose - desde leve redução de desempenho até sedação.
Farmacocinética
Absorção
Absorção rápida após ingestão. Pico no sangue em 1-2 horas. Meia-vida média: 11,2 horas em adultos saudáveis. Em idosos: 16,3 horas; em doenças hepáticas: até 65,3 horas.
Atravessa a placenta e é excretado no leite materno.
Segurança pré-clínica
Mutagênese e carcinogênese
Não mostrou potencial mutagênico ou cancerígeno em estudos com animais.
Fertilidade e efeitos oculares
Não comprometeu fertilidade em ratos. Em tratamentos prolongados, observou-se tendência a catarata e alterações oculares após 11 meses.
Riscos em desenvolvimento cerebral
Medicamentos que atuam no sistema GABA podem causar danos neurológicos em cérebros em desenvolvimento (terceiro trimestre da gravidez até ~3 anos). Relevância em humanos é desconhecida.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)