Como o Alivpress age no organismo?
Estudos de eficácia
Uso em doença das artérias do coração16
Estudo clínico (PREVENT) com 825 pacientes mostrou que Alivpress reduziu em 31% problemas cardiovasculares combinados (morte cardíaca, infarto, derrame, cirurgias cardíacas) e em 42% internações por angina.
Outro estudo (CAMELOT) com 1.997 pacientes comprovou menor necessidade de procedimentos cardíacos e internações por dor no peito.
Tabela 1. Resultados do estudo CAMELOT
Resultados | Alivpress (663 pacientes) | Placebo (655 pacientes) | Redução de risco |
Eventos cardiovasculares* | 110 (16.6%) | 151 (23.1%) | 31% |
Internação por angina | 51 (7.7%) | 84 (12.8%) | 42% |
Cirurgias cardíacas | 78 (11.8%) | 103 (15.7%) | 27% |
*Problemas cardiovasculares combinados
Uso em insuficiência cardíaca17
Estudos mostraram que Alivpress não piora a condição de pacientes com insuficiência cardíaca. Em um grande estudo (PRAISE), não aumentou risco de morte ou complicações graves.
Referências Bibliográficas: 16 estudos científicos (omitidos para resumo)
Como o remédio funciona
Mecanismo de ação
Alivpress bloqueia a entrada de cálcio nas células do coração e vasos, causando relaxamento vascular. Para angina, age dilatando artérias coronárias e reduzindo esforço cardíaco.
Benefícios comprovados:
- Reduz resistência vascular, diminuindo consumo de oxigênio pelo coração
- Melhora fluxo sanguíneo coronariano, inclusive em espasmos arteriais
Não causa alterações metabólicas ou nos lipídios, sendo seguro para diabéticos e asmáticos.
Como o corpo processa o remédio
Absorção:
Bem absorvido após ingestão, com pico em 6-12 horas. Biodisponibilidade de 64-80%. Alimentos não afetam absorção.
Eliminação:
Meia-vida longa (35-50 horas). Metabolizado no fígado. Excretado na urina (10% inalterado, 60% como metabólitos).
Idosos:
Pode ter eliminação mais lenta. Pacientes cardíacos podem ter maior concentração do remédio.
Testes de segurança
Câncer e fertilidade:
Estudos em animais não mostraram risco de câncer. Não causou mutações genéticas. Não afetou fertilidade em doses 8 vezes superiores às humanas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)